February 8th, 2008 | |
Postado em Pessoal
Há algum tempo eu contei que ia ser pai. Na época eu ainda estava um pouco desnorteado e achando que o apocalipse tinha chegado. O tempo passou, a poeira baixou e as coisas melhoraram. =:)
Minha namorada está entrando no nono mês da gestação e agora a situação começa a ficar um pouco mais delicada. O peso da barriga já a incomoda bastante e, para piorar a situação, Ian (o bonitão aí do lado) está cada dia mais forte e faz da barriga dela um saco de pancadas. Tadinha.
O parto está previsto para o dia sete de março, ou seja, daqui a mais ou menos um mês (quando termina o nono mês). Na teoria é assim, mas na prática Ian já pode nascer a qualquer momento (o que me assusta bastante).
O enxoval já está praticamente pronto (o que não impede que vocês enviem presentes #). Acho que falta apenas um detalhe aqui e ali. São tantas coisas com nomes estranhos para se comprar que eu acho que na hora H vai aparecer algum item que eu nem sabia que existia e que era de extrema importância. bah. ;(
Até agora a gravidez está sendo relativamente tranqüila, mas nem sempre foi assim. E como muita gente me pergunta como é este período de gravidez acho vou descrever aqui um pouco do que acontece para aqueles que pretendem ser pai um dia. :P
O começo
O começo é um saco. Pelo menos no meu caso, onde a gravidez não foi planejada e foi até bem evitada. Vocês ficam bem desanimados e um pouco perdidos. Ela enjoa. Você fica sem saber como ajudar direito. Ela acha que o mundo vai desabar. Você também. E por aí vai.
Chega uma hora, claro, que a poeira baixa, vocês põem a cabeça no lugar e começam a planejar/ajeitar as coisas.
Unidade monetária = fraldas
A primeira coisa a ser feita, depois que tudo volta ao normal, é preparar o bolso. É preciso fazer uma reforma geral na vida capitalista (e isso pode levar tempo) porque tudo de bebê é, IMHO, desnecessariamente caro. Especialmente as fraldas. Elas são tão caras que passaram a ser minha unidade monetária.
Se eu ia para um show eu pensava: “Cara, com o dinheiro desse ingresso eu posso comprar dois pacotes de fraldas”. Poker? Um pacote de fralda. Tequila José Cuervo? Três pacotes de fraldas. Nintendo DS? OMG, são vários pacotes de fraldas! Nem pensar. E ainda é assim que continuo levando a vida. :P
Descobrindo o sexo do bebê
Um dos melhores momentos da gravidez é, sem dúvida, quando se descobre o sexo do filho. No meu caso foi lá pelo terceiro/quarto mês da gravidez e foi bem … err … único. Ver aquele ser estranho, pequeno e que mais parece um gremlin pela primeira vez é emocionante demais. Nem sei como descrever. Só passando por isso mesmo.
Escolhendo o nome e comprando bugigangas
Sabendo o sexo do bebê já dá para escolher o nome (eu fiz isso antes mesmo de saber o sexo) e começar a comprar as coisas.
O nome do meu eu escolhi rapidamente. Eu e minha namorada sentamos no computador, entramos em um site de bebê, vimos uma lista de nomes (e seus significados) e fomos selecionando os melhores. Ian foi logo selecionado e nem precisamos discutir muito.
Como a gente começou a escolher os nomes antes mesmo de saber o sexo, selecionamos nomes de meninas também. Aqui a coisa não foi tão simples e nem chegamos a uma decisão. O mais provável é que o nome fosse Sofia.
Nesta época já tínhamos começado a comprar algumas coisas do bebê. O ideal é comprar pouco e sempre, porque você acaba ganhando muita coisa. A medida que o final da gravidez se aproxima, você vai aumentando o ritmo das compras. :)
Perda de identidade
Uma coisa engraçada que acontece é que você perde sua identidade. Ninguém te chama mais pelo nome. Só te chamam de “papai”. É “papai” pra cá, é “papai” pra lá. “Papai” que não acaba mais. Provavelmente as pessoas nem lembram do seu nome mais. Eu até cheguei a pensar em fazer uma camisa com a frase “Não, meu nome não é papai. É Hugo”, mas isso poderia soar meio ignorante, né? :P
Todo mundo é o pai ideal e sabe como educar SEU filho
Se tem uma coisa irritante depois que você vira pai são as pessoas querendo te mostrar como educar o SEU filho. Opiniões dadas por pessoas mais próximas são até bem vindas. O que não dá para aceitar é o fato de todo mundo ter um conselho a dar sobre isso. Até aquele cara chato da universidade, que nem sabe alimentar o próprio gato, acha que pode dar palpite na educação do seu filho. A intenção pode até ser boa, mas tudo tem limite.
Esperar é um tormento!
Ultimamente tudo que eu tenho feito é esperar. E esperar. E esperar. Acredite em mim: essa espera é horrível e você também vai odiar. Parece que toda aquela história de tempo e espaço que nos ensinam na escola só funciona até descobrirmos que vamos ser pais.
Eu dou apoio, faço todos os gostos, vou a todos as consultas e faço de tudo para estar sempre presente. Mesmo assim me sinto angustiado por não poder ajudar mais e ter que ficar só esperando as coisas acontecerem. É um saco!
Não esqueça do seu relacionamento
Para encerrar este post vou dar uma dica: talvez a coisa mais importante que você pode fazer durante a gravidez é não esquecer do seu namoro. Leve sua namorada ao cinema, ao teatro, a praia (nos horários adequados), pra fazer compras, tomar sorvete, etc. Enfim, curtam. E transem loucamente, claro. (aproveitem enquanto não precisam se preocupar com camisinha #)
É muito fácil se perde nas necessidades e responsabilidades da gravidez e acabar se esquecendo do relacionamento com a mãe do seu filhão. Não deixe isso acontecer. Manter bom relacionamento é importante tanto para o bebê que está chegando, tanto para vocês como casal.
Bem, é isso. Chega por hoje. Assim que Ian chegar contarei mais novidades. :D
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