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Como criar pacotes para o Arch Linux - parte II - pacotes svn e cvs

July 4th, 2008 |4 Comentários | Postado em Linux, archlinux

Há algum tempo eu fiz um tutorial mostrando como criar pacotes para o Arch Linux. O tutorial serve para a maioria dos pacotes, mas quando se trata de algo usando svn ou cvs o procedimento é um pouco diferente.

A diferença é, basicamente, em algumas linhas do PKGBUILD. É preciso prestar atenção nas variáveis conflicts, provides, svntrunk e pkgver.

De maneira geral um PKGBUILD para svn é assim:

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Desenvolvedor do Arch Linux! =)

July 3rd, 2008 |18 Comentários | Postado em Linux, Pessoal, archlinux

Segunda-feira eu já tinha recebido a notícia, mas somente agora tudo está oficializado: Eu sou o mais novo desenvolvedor oficial do Arch Linux. Isso significa algumas coisas:

  • Meu trabalho no projeto está sendo muito bem reconhecido;
  • Tenho muito mais responsabilidades agora;
  • Posso manter pacotes dos repositórios principais do Arch;
  • Participo das principais decisões;
  • Agora ganho em dólar;

uhu!! \O/

Esta notícia me vez relembrar algumas coisas. Quando comecei a usar o Arch eu nem pensava que iria adorar tanto uma distribuição a ponto de trocar meu velho Slackware por ela, e muito menos que viraria um desenvolvedor da própria. Ainda bem que eu estava enganado.

O Arch tem o que sempre procurei em uma distribuição: poder, estabilidade, velocidade, os softwares mais recentes e, principalmente, uma comunidade super aberta a contribuições (que foi o principal motivo para eu largar o Slack).

Graças a esta abertura da comunidade eu pude contribuir com mais coisas e mais rapidamente. Traduzi, documentei, reportei e ajudei a corrigi bugs, empacotei etc. No final do ano passado eu consegui virar um Trusted User - o reponsável por manter pacotes do [community] e o AUR em ordem -  e nesta semana eu me tornei um desenvolvedor oficial do projeto.

Felizmente eu não fui o único com sangue brasileiro a conseguir isso. O Douglas Soares também está virando um desenvolvedor junto comigo. O cara faz um #$#$ trabalho, foi o criador do Arch Linux Brasil e quem me ajudou a virar um Trusted User. É um prazer e orgulho estar nessa junto com ele.

Tenho algumas idéias em mente para o projeto e devo ter novidades em breve. Antes, porém, preciso me habituar com o novo sistema e testar algumas coisas.

Bem, é isso. Agora vou abrir uma gelada, descansar e durmir com um sorriso estampado na cara. :P

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Ativando a “marca” Firefox no Arch

June 24th, 2008 |3 Comentários | Postado em Linux, archlinux

Quem usa o Firefox no Arch já percebeu que ele não vem com a marca oficial e não usa o nome “Firefox”, mas sim o seu codinome (Minefield nesta última versão). Isto acontece porque só é permitido distribuir o Firefox com sua marca e arte oficial caso o mesmo não tenha nenhuma modificação não-oficial, o que não acontece no Arch.

Se você quiser você pode ativar a marca e a arte oficial do Firefox customizando o pacote dele. Para isso instale e rode o abs:

# pacman -S abs
# abs

NOTA: Tirando a arte e a marca, não há nenhuma real vantagem em se fazer este processo. O “Minefield” e o “Firefox” são essencialmente os mesmo.

Agora copie o diretório do pacote do Firefox para seu home (ou algum outro diretório de sua preferência) e entre no novo diretório:

$ cp -r /var/abs/extra/firefox ~/firefox-abs
$ cd ~/firefox-abs

Dentro deste diretório estão todos os arquivos necessários para se construir o pacote do Firefox, incluindo o PKGBUILD. Rode os comandos abaixo para fazer as mudanças necessárias:

$ OLDMD5=`md5sum mozconfig | cut -d’ ‘ -f1`
$ echo ac_add_options –enable-official-branding >> mozconfig
$ NEWMD5=`md5sum mozconfig | cut -d’ ‘ -f1`
$ sed -i “s#$OLDMD5#$NEWMD5#” PKGBUILD
$ sed -i “s#browser/app#dist/branding#g” PKGBUILD

Basicamente o que estes comandos fazem é adicionar a linha “ac_add_options –enable-official-branding” no final do arquivo mozconfig e alterar o PKGBUILD com a nova md5sum dele. Se preferir você pode abrir os arquivos e fazer as alterações manualmente.

NOTA: Cuidado ao copiar e colar os comandos acima. O wordpress troca alguns caracteres (como os dois hífens e as aspas). Recomendo que você digite os comandos ao invés de copiar e colar.

Agora que as alterações necessárias foram feitas crie o pacote rodando:

$ makepkg

Depois de alguns minutos você verá uma mensagem dizendo que o pacote foi criado com sucesso. Instale-o com:

# pacman -U pacote.pkg.tar.gz

No caso:

# pacman -U firefox-3.0-1-i686.pkg.tar.gz

Agora é só abrir o firefox e aproveitar. :)

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Procurando rootkits no seu sistema

June 5th, 2008 |19 Comentários | Postado em Linux, archlinux

Rootkits são ferramentas utilizadas, geralmente, com o objetivo de ocultar a presença de invasores nas máquinas. Com essas ferramentas alguém não-autorizado, mas que já conseguiu entrar na máquina, pode ter controle sobre a máquina e nem ser notado.

Muitos rootkits acompanham uma gama de binários (como o ls, ps, who, find etc) modificados para que os processos rodados pelo invasor não possam ser vistos pelo administrador da máquina. Além disso, muitos vírus atuais utilizam rootkits.

Existem dois aplicativos que podem te ajudar a detectar rootkits no seu sistema: rkhunter e chkrootkit. A seguir eu mostro como instalar e executar ambos.

Usando o rkhunter

Para instalar o rkhunter faça:

No Arch Linux:

# pacman -Sy rkhunter

No Ubuntu (e derivados):

# apt-get install rkhunter

Antes de checar o sistema com o rkhunter execute os dois comandos abaixo:

# rkhunter –propupd
# rkhunter –update

O primeiro comando atualiza a base com as propriedades dos arquivos e o seguindo atualiza a base do rkhunter.

NOTA: O wordpress anda convertendo os dois hífens para um só. Nos comandos acima são dois hífens, então preste atenção na hora de usá-los.

Depois de tudo atualizado você pode checar seu sistema com o comando:

# rkhunter -c

A saída do rkhunter é colorida e bem simples de se ler. Ele checa diversas coisas no sistema e sempre que um item estiver OK (ou Not found), ele marca em verde. Quando não, aparece um WARNING em vermelho.

Se você quiser que apenas os WARNINGs aparecem na tela faça

# rkhunter -c –rwo

No final de tudo o rkhunter mostrar um resumo do que aconteceu:

resumo do rkhunter

Todo o log da operação é armazenado, por padrão, em /var/log/rkhunter.log. Você pode sempre consultá-lo. Para mudar o arquivo do log use:

# rkhunter -c -l /caminho/para/seu/arquivo.log

Você pode, também, fazer com que o rkhunter te envie um email sempre que encontrar algum WARNING. Para isso abra o arquivo /etc/rkhunter.conf e procure a linha que começa com “#MAIL-ON-WARNING”. Descomente-a e atribua seu email a ela. Fica algo assim:

MAIL-ON-WARNING=fulano@empresa.com

Acho que isto é suficiente para que você possa rodar o rkhunter com sucesso. ;)

Recomendo que você dê uma olhada na man page. Lá, e no site do rkhunter,você pode encontrar estas e outras opções com mais detalhes:

$ man rkhunter

Usando o chkrootkit

Eu acho o chkrootkit um pouco mais limitado que o rkhunter, mas ele não deixa de ser útil. Para instalá-lo faça:

No Arch Linux:

# pacman -Sy chkrootkit

No Ubuntu (e derivados):

# apt-get install chkrootkit

Para scanear o sistema rode:

# chkrootkit

E para usá-lo em modo avançado:

# chkrootkit -x

Caso o chkrootkit encontre algo ele mostrará um INFECTED na linha correspondente.

Se quiser, você pode rodar o chkrookit em outro dispositivo:

# chkrootkit -p /media/dispositivo

Para maiores informações rode “chkrootkit -h” (sem aspas) e visite o site do projeto.

Ah! E caso você tenha um mínimo de suspeita que seu sistema esteja infectado, não é recomendado usar essas ferramentas a partir do próprio sistema. O melhor, neste caso, é montar a partição em uma máquina 100% limpa e rodar as ferramentas de lá.

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Como mudar a shell padrão dos novos usuários

May 19th, 2008 |Sem comentários | Postado em Linux, archlinux

DICA RÁPIDA: Para mudar a shell padrão para os novos usuários do seu sistema basta abrir o arquivo /etc/default/useradd com seu editor preferido e mudar a linha que começa com SHELL para o que desejar:

# useradd defaults file
GROUP=100
HOME=/home
INACTIVE=-1
EXPIRE=
SHELL=/bin/bash
SKEL=/etc/skel

Eu, por exemplo, precisei deixar o arquivo assim:

# useradd defaults file
GROUP=100
HOME=/home
INACTIVE=-1
EXPIRE=
SHELL=/sbin/nologin
SKEL=/etc/skel

Como dá para notar, é possível mudar várias outras coisas para os usuários (o HOME padrão, o grupo, quando expira etc).

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